Atchim!

Tanto tempo sem postar que se fosse possível ao logar teria tido uma crise de espirros.

Uma vez, a Brooke em OTH citou um autor desconhecido que disse “Meninas boas escrevem em seus diáriosMeninas más não tem tempo” e eu achei que cabia colocar. Não por ser boa ou má, mas por achar que frases de efeitos combinam.

Frases de efeitos, clichês & planos mirabolantes.
Três elementos que definem bem, mesmo sabendo que definir limita e OK EU PAREI DE ORKUTIZAR.

Ainda sou apaixonada pelo menino do texto anterior,
Ainda tenho certeza de tudo que quero na vida, só que agora sou bem mais paciente.
Ainda não fiz minha tattoo, nem me formei, nem mudei de emprego, nem encontrei as perguntas certas.

Mas eu fiz aniversário, fiquei doente, tirei o aparelho, me apaixonei umas centenas de vezes no ônibus e já troquei a faixa do player pra terminar de escrever esse post.

E agora a música acabou,
Até. 

1825 dias, e você ainda é….

Você ainda é a melhor desculpa.
Já tentei dizer que não é nisso que eu penso agora, mas não sou tão boa atriz assim.
Já tentei outros olhares, algumas bocas e outras mãos. Mas eles sempre desencontram, ou não tem o lábio rachado e doce de sol ou as vezes, são tremulas demais.

Você ainda é minha melhor desculpa.
Seja pra explicar a teoria sobre almas gêmeas, ou pra falar sobre como os homens são sim, os melhores amigos das mulheres.

Sim, ainda é minha melhor desculpa.
Pra não me apaixonar outra vez, mesmo me apaixonando todo dia. Pra ter medo de onda, quando sei que não tem melhor lugar no mundo que o mar.

Minha melhor desculpa,
Pra fugir das perguntas “porque você não arrisca e tenta?”
Ainda a melhor, pra explicar que fica complicado arriscar  partindo da premissa de não estar certo.

Você ainda é minha melhor desculpa, pra procurar por aí o sorriso de lado, uns pelos dourados na testa e um cabelo desgrenhado com um cheiro que era só seu.

Você ainda é minha melhor desculpa, meu primeiro amor e saudade mais apertada.

Você já foi, faz um tempo, mas aqui dentro do peito você ainda é e sempre será.

Com amor,
aquela (sua) menina.

You have a girlfriend, dont you?

“Yes”

Do you really like her?

“Yeah, sure! She’s my baby girl”

She’s the last thing you think before sleep?

“Used to be, but not those days…”

My mouth said: Oh, but it’s ok, right? Sometimes it’s normal, isnt it? / My brain thought: Oh boy, you have such a huge problem!

 

(But, in the end my heart smiled! Sorry, but i cant be sorry for…)

Oca, Louca, Pouca.

Não importa quantas horas eu durma, sempre acordo com sono.Não importa o quão saboroso seja o almoço, sempre preciso da sobremesa.Não importa que seja fácil essa fase de baixa temporada, eu quero não ter tempo pra perceber que os minutos estão correndo.Não importa o quanto eu estude, sempre sobram informações que eu ainda não assimilei.

E o que importa? Por ora, não muito.

Até os amores que sempre gostei de inventar, agora são chatos depois de três dias.
Não são eles, sou eu?Não sou eu não, é mundo que me deixa irritada.Importante era quando eu ainda fazia questão de acreditar.

E quem importa? A muito tempo ninguém…Nem eu, nem você e muito menos as flores da estação.

Não importa mais nem a primavera.Não acredito que deixei de acreditar, será?

Vai, me ajuda aí.Estou pedindo, na verdade berrando por isso não vê?Me manda embora, preciso largar essa cadeira.Me conquista, preciso sentir as borboletas no estômago.Qualquer coisa, só um movimento pra tirar dessa inércia.

Tá chato, tá chato demais e eu não vejo saída.Quem dera eu agora ser dessas irresponsáveis, que bebem veneno e só tem que se preocupar em curar a ressaca a tempo da próxima festa.Eu to chata, sou chata, não ando cabendo em mim.Só me sobra ressaca, sem festa nem nada.Pra mim só as olheiras das noites perdidas, olhando pro teto e forçando um choro pra ver se ainda existe algum sentimento aqui dentro.

Não tem.  Secou, eu sequei!

E agora? É esperar ver se o que evaporou um dia condensa e precipita em forma de lágrimas pra voltar a molhar o terreno infértil do meu rosto e quem sabe, empoçada ajude a então florescer um sorriso na minha boca.

Oca.  Louca.  Pouca, não só a boca.  Eu, toda.

Meu trem.

  Eu pensei em desistir e não foi a primeira vez. Pensei em largar, jogar fora ou nem mais tentar melhorar ou mudar.

O estomago doeu, a cabeça quase explodiu, os dedos estalaram.

Cade aquela voz que diz o que tem que ser feito? Será que até minha bendita intuição feminina sumiu?

Nada, só vazio. Descobri o vazio.

Foi alí, quando  percebi o vazio, por um segundo o silencio sumiu num berro que dizia: Desistir é fácil, continuar é difícil.

 O estomago ainda dói, a cabeça não explodiu, mas unhas ficaram intactas. Quer dizer que ainda posso lutar e deixar novas marcas.

Ainda tá silencio, nada ocupou o vazio, mas lá dentro… lá no fundo pude ouvir um pontinho de luz.

 As vezes, uma vela é o bastante pra acabar com toda a escuridão de um quarto.

É isso, uma vela. Vou rezar, aí a intuição aguça e grita o caminho.

 Não mudou o destino, mudei só de caminho e pra isso vou trocar de trem.

Caminho novo, na primavera.

 Venham as flores e as cores da próxima estação!

Como digo que quero?

“O que será que te dá vida? O que será que te vida? A saudade da chegada ou a certeza da partida?” (O que te excita? -  Doces Cariocas)

Ando cogitando a possibilidade de partir, por que nem lembro mais de quando cheguei. Atualmente, só tenho a segurança tediosa de estar a muito tempo. De tanto estar, estou quase sendo.

Pensei em sair, cruzar a linha e desbravar um territorio novo. Até então, proibido, pra mim e por mim. Mas como saber se já estou autorizada a avançar nessa direção,  já que não entendo a linguagem daquele que vejo do lado de lá?

Ando me comunicando por gestos e olhares, mas na minha terra aprendi a deixar subentendido e pelo que notei, do lado de lá, meus sinais significam  desentendido.

E agora?

Vou esperar um contato mais proximo, usando a linguagem universal. Quem sabe depois disso não surge um novo código?

Nunca menti. Ok, só dessa vez!

Pelo sim ou pelo não, nessa partida eu escolho TALVEZ.

Será que nesse eu vou até o fim? E se quando terminar ficar meio escrito, meio jogado. Não por serem meios assunto, eu que ando com meias palavras, meias verdades.

Poderia escrever sobre o feriado e os onze filmes que assisti e quanto cada um deles mexeu comigo; mas quem vai querer saber, que a partir de agora quero me chamar Bianca, ir pra Barcelona e pedir primeiro a sobrema. Na verdade eu não quero, esses são só pedaços de historias que quero pra mim.

Poderia contar como foi o processo do meu espetaculo. Na verdade nem foi espetacular, só gosto da maneira como soa. Mas na verdade não poderia, sofro de “amnesia pós palcos” e lembro de pouquissimos flashes.

Poderia falar da chuva, de todo caos e transtorno…. mas na verdade, estou gostando (e muito) de ter ficado em casa, quentinha e com mamãe pra mimar.

É eu poderia falar só sobre verdades, mas elas não estão importando muito. Na verdade, vou parar de falar em nome dela. Agora só vou falar de mentirinhas… Aquelas sem culpa, sem peso, meio agridoces, afinal falando de mentiras eu não <em>”poderia”</em>, eu POSSO de um jeito ou de outro.

Posso quando o assunto [e a mentira do amor, já que o meu é platonico;a mentira da segurança, já que tremo de medo e até a mentira da saudade, já que não vejo a hora de partir tambem.

É, acho que vou passar a falar só das mentiras, elas (dessa vez) interessam. E assumo,  é mais uma estranha mania…

Costurando…

Eu quero tanto um vestido.  Acho que a vontade começou quando eu descobri um retalho. Percebi que nunca tinha tido um retalho que me fizesse querer ter o trabalho de transforma-lo em vestido. Sempre que olho penso ”que belo retalho eu tenho”, mas ele nem é meu.

Ele é bem desenhado mas tem a forma assimetrica… De repente foi isso que me fez querer transforma-lo num vestido. Nada em pedaços serve, quero toda a historia. Só que agora estou presa no meio,porque não aprendi quando nova a costurar. Apressada,  arranquei  da prateleira do juizo um carretel, peguei o primeiro suspiro de ponta de linha e fui. Mas não pensei na agulha e esses dias senti espetar. Saí do transe, vi que era a agulha, essa bendita razão que  guia minha linha, dessa vez só acompanhou o movimento e fez com que me enrolasse toda.

Esse retalho é um flash na memoria, que despertou toda a vontade.

Agora estou enrolada, mas resolvi parar, descobri que  quanto mais puxo ou me mexo, mas apertado fica.

Vou deixar assim por enquanto, vou vigiar a agulha e deixar o tempo passar um pouco, porque a linha cede. Alguem sempre cede…. Alguem TEM QUE CEDER.

Não sou esse alguem, eu ainda  espero o vestido pronto. E quem sabe? Não seja em um belo baile que ele mostre porque valeu tanto a pena. Eu  espero alguem, a vida me ensinou a ser paciente… e enquanto isso, vou juntando mais retalhos desenhados pra não faltar nada no meu VESTIDO.

” Maria, Maria, é um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, maria, é o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria, mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida!

(Milton Nascimento – Maria Maria)

Sim, sou Maria e tenho essa estranha mania (entre muitas outras…)

Nota: Não cansei do meu blog antigo, apenas resolvi ter um lugar novo! Minha confissões ainda estão lá no umamariafaladora.blogspot.com

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